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"Vida em um carrinho é emocionalmente mais pobre e possivelmente mais estressante", diz especialista




21/11/2008

Posição de carrinho 'pode afetar desenvolvimento do bebê'



Bebês e crianças que são levadas em carrinhos que as deixam de costas para os pais podem ter seu desenvolvimento prejudicado, sugere um estudo da Universidade de Dundee, na Escócia.

Mais de 2.700 grupos de pais de filhos foram observados em toda a Grã-Bretanha. Os pesquisadores constataram que os pais cujos filhos estavam de costas conversavam menos com a criança, que, por sua vez, parecia estar mais estressada.

Por outro lado, bebês e crianças levadas em carrinhos que permitem que elas olhem para quem está empurrando o carrinho são mais propensas e falar, rir e interagir.

Risada
A pesquisa foi realizada por Suzanne Zeedyk, da Universidade de Dundee, em colaboração com a caridade National Literacy Trust (Fundo Nacional de Alfabetização, em tradução livre).

Além de observar bebês e pais em áreas comerciais de 54 regiões da Grã-Bretanha, Zeedyk realizou um experimento com 20 bebês no centro de Dundee.

As crianças passaram metade do trajeto de pouco mais de um quilômetro em um carrinho que as colocava de costas para a mãe e a outra metade em um carrinho que as permitia olhar para o rosto da mãe.

Apenas um bebê deu risada durante a primeira parte do trajeto, enquanto metade deles riu durante a segunda metade. Além disso, a média do batimento cardíaco das crianças caiu levemente quando elas olhavam para a mãe e tinham duas vezes mais chances de dormir - o que indica níveis mais baixos de estresse, segundo Zeedyk.

'Adultos ansiosos'
O estudo da universidade constatou que, entre os 2.700 grupos observados, 62% das crianças estavam de costas para quem empurrava o carrinho, e que apenas 22% dos pais estavam conversando com as crianças.

Entre as crianças de dois anos de idade, 82% estavam de costas para os pais. Pais que usavam carrinhos em que a criança fica de frente para quem está empurrando tinham duas vezes mais chances de estar conversando com os filhos.

"Se bebês estão passando grande parte do tempo em um carrinho que prejudica a habilidade de se comunicar facilmente com os pais, em uma idade em que o cérebro está desenvolvendo mais do que nunca, então isso tem que ter um impacto negativo no desenvolvimento", disse Zeedyk.

"Nosso experimento mostrou que, simplesmente virando a posição do carrinho, os pais passavam a falar mais com seus filhos."

"Nossos dados sugerem que para muitos bebês hoje, a vida em um carrinho é emocionalmente mais pobre e possivelmente mais estressante. Bebês estressados crescem para se tornar adultos ansiosos", afirmou.

Zeedyk afirmou que um estudo maior seja realizado sobre o assunto para que pais possam fazer a melhor escolha sobre o desenvolvimento de seus filhos.







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