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A História do Sete

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O UOL Crianças convidou todo mundo que visita o site para escrever um final para a história do Sete, um garoto meio esquisito. Recebemos tantos finais legais que ficou difícil escolher o melhor.

Como os números têm muita importância nessa história, decidimos publicar SETE finais. Apenas a história vencedora foi ilustrada pela equipe de arte do UOL. Uma segunda história foi escolhida como menção honrosa, pois era muito criativa. Por fim, publicamos também os textos das outras cinco histórias que se destacaram.

A todos os que participaram da promoção da história do Sete, MUITO OBRIGADO, e divirtam-se com os finais escolhidos.


 

Você já conheceu alguém que tem o nome de um número? Eu já. O Sete. Isso mesmo. Esse meu amigo de infância que eu nunca mais encontrei deve ter muito o que contar por aí. Se é que ele ainda está por aí. Poucos se lembram, mas a história dele saiu em todos os jornais da década de 70. Tudo começou numa tarde em que Sete, gazeteando a escola como sempre, chegou esbaforido em minha casa dizendo que tinha visto algo muito terrível.

Ninguém dava muita bola para as conversas bizarras do Sete, porque ele sempre estava metido com algo muito esquisito. Contam que uma vez ele foi visto tentando hipnotizar um gato. Eu mesmo o vi um dia treinando como falar as palavras de trás pra frente olhando no espelho. Coisas realmente estranhas para um menino de sete anos.

As pessoas achavam que ele queria apenas chamar a atenção, porque era o caçula de uma família de sete irmãos bem mais velhos e não tinha com quem brincar. Eu gostava dele mesmo assim, afinal ele sempre me dava o recheio dos sanduíches maravilhosos que sua mãe preparava, porque ele gostava mesmo era de pão seco.

Ah, a história. Onde eu parei, mesmo? Lembrei. Mas o que teria acontecido de tão horrível que fizesse os cabelos do Sete, que nunca foram muito bem penteados, ficassem realmente em pé? Ele arfava enquanto contava meio engasgando:

-Eu, eu tava pulando o muro da escola, né, do lado do terreno baldio, e daí e daí.

Eu que não tinha tanta paciência assim dei-lhe logo um chacoalhão: -Fala logo, moleque!!!!!

Ele continuou: Eu vi um troço horrível!!!! Acho que estavam matando alguém...
 

Na mesma hora eu gelei. Me arrepiei todo. Não sabia o que dizer ao Sete.

Imediatamente, lembrei da história que a Madame Goretchi sempre contava, num tom de voz muito enjoado: "Se eu fosse vocês, não ficava perambulando pelo bairro depois da aula. As cartas me disseram que há cheiro de mistério no ar."

Virei para o Sete e fingi achar graça: "Sete, isso é coisa da sua imaginação. Claro que não é verdade, né?"

Sete fez uma expressão de raiva e foi embora.

No outro dia, Sete nem quis falar comigo, por isso voltei para casa sozinho. Mas, no caminho, ouvi berros e gritos. Corri para ver. O barulho vinha da quadra do terreno baldio. Lá chegando, só vi o sangue. Muito assustado, corri que nem um foguete para casa.

Em casa, liguei para o Sete e contei tudo o que aconteceu. Ele riu e falou: "Agora você acredita em mim?"

De manhã, na escola, estranhei a falta da Provolona. O Sete também estranhou a falta dela. Ele chegou pra mim e disse: "O que deve ter acontecido com a Provolona? Ela está doente ou ..." A conversa foi interrompida pela diretora, que nos mandou para a sala.

No sábado, mamãe mandou-me comprar um quilo de carne no açougue do Seu Emílio. Quando entrei no açougue, ouvi uma conversa estranha do Seu Emílio: "Que bicha danada, tinha que correr todo dia atrás dela! Cansei daquilo, peguei a danada e cortei o pescoço". Pensei logo na Provolona, coitada. Apesar de chata ela fazia falta.

No domingo, eu e o Sete fomos à república dos palhaços e dissemos o que eu ouvi e os fatos misteriosos que estavam acontecendo no bairro:

- Gente, precisamos fazer algo, disse o Sete.

- Você tem certeza? disse um dos palhaços. - Vamos atrás do Seu Emílio.

Chegando ao açougue do Seu Emílio, contamos tudo a ele e perguntamos, num grande coral:

- O senhor fez mesmo isso, Seu Emílio?

- Claro que não, seus moleques safados! Dona Provolona foi passar uns dias com a irmã dela que está doente. E suposta "pessoa que eu matei" era uma galinha que eu assei ...

- Você assou a tadinha?

- Sim. E daí? Era para a festa de aniversário do Batuta.

- Desculpe, Seu Emílio. Foi só uma confusãozinha, que prometemos nunca mais fazer, disse Sete.

Pois é, gente! Essa foi apenas uma das travessuras do Sete, que depois disso passou um mês sem comer carne de galinha!!!

Julianna Obara

Eu tinha que ver isso! Então, eu e o Sete fomos até o local que ele tinha falado.

Quando chegamos, nem acreditei...

Era uma lesma gigante! Que estava com muita fome e estava comendo alface...

Do lado, eu e Sete vimos um grande disco voador!

Logo falei:

- Essa lesma não deve ser desse planeta. Veja, Sete: um disco voador!!!! Ai, meu Deus!

Sete falou:

- Nossa ! Eu nunca vi algo assim antes!

Vi que Sete estava muito pensativo. Ele olhava fixo para aquela lesma gigante que comia alface. A plantação de alface é de um pequeno agricultor que plantava lá.

Sete falou :

- Eu vou destruir essa lesma gigante ou eu não me chamo Sete!

Mas as coisas não eram tão fáceis. A grande lesma não se contentou com aquela pequena plantação de alfaces e queria mais. A lesma entrou em seu disco voador e foi até uma fruteira. Lá tinha muitos alfaces!

Então falei:

- Sete, o que vamos fazer?

- Eu vou acabar com essa lesma gigante!

Sete foi correndo até sua casa buscar sua roupa de super-homem e acabar com aquela lesma gigante.

Sete vestiu a roupa e foi até a lesma e falou:

- Vou acabar com você!!!!

Fiquei pasmo! Imagina um garoto dessa idade lutar com uma lesma gigante? Isso é loucura!

- Você está louco, Sete! Você vai acabar se machucando!

Misteriosamente, um raio de luz se acendeu e Sete ficou forte.

Seus músculos cresceram. Parece que a luz deu força a ele...

Com um outro raio de luz, Sete deu um soco na lesma e ela caiu no chão, e disse:

- Queira me perdoar, garoto! É que eu meu planeta não tem alface!

Sete falou:

- Pois isso é errado. Assim você vai acabar com o nosso planeta! Deixa eu ver como posso solucionar esse problema. Hummm... Hummm.... Eureca! Já sei. Vamos entrar num acordo. Eu tenho poderes mágicos. Muito poder! Então, posso ajudar você da seguinte maneira: vou achar nesse universo um planeta só de alface!

- Que dez, garoto! Agora vou poder ser feliz! É sempre bom entrar em acordo!

Eu fiquei de boca aberta. E eu iria imaginar que Sete era um mágico com poderes? Então era por isso que ele era um pouco estranho!!!

André Late

Depois que o Sete me contou tudo, nós fomos lá conferir o que realmente havia acontecido.

Chegando lá, o Sete me mostrou o local em que ele dizia ter visto alguém matando uma pessoa e disse:

- Lá está, foi ali... naquele lugar... que eu vi alguém tentando matar uma pessoa!

Chegamos mais perto e vimos algumas pegadas no chão. Não era de bicho. Era de gente mesmo. Seguimos as pegadas para ver até onde elas iriam nos levar. Depois de horas e horas andando, achamos um velho galpão abandonado no meio do mato. Era assustador.

O Sete logo me disse:

- Vamos embora já é tarde e estou com muito medo, mas também estou muito curioso para saber o que há dentro daquele galpão.

Então, eu encorajei o meu amigo Sete para entarmos no galpão. Chegando perto da porta, ela de repente se abriu, sem mais nem menos.

Sete e eu estávamos morrendo de medo, mas a curiosidade era muito maior. Entramos no galpão. Estava muito escuro, mas a sorte era que o Sete levava com ele uma lanterna.

Lá bem longe, numa sala dentro do galpão, vimos uma luz e fomos seguindo-a. Era uma sala enorme. Parecia um teatro, com palco e tudo mais.

De repente, apareceu um homem muito bem-vestido que nos disse:

- O que fazem por aqui, crianças?

O Sete respondeu:

- Nós estávamos investigando umas pegadas, porque eu vi uma pessoa tentando matar alguém, e as pegadas dessas pessoas nos trouxeram até aqui!

O homem respondeu, rindo:

- Não, garotos. Houve um grande engano. Aquelas duas pessoas são artistas e não estavam brigando. O que acontece é que estamos reformando este galpão velho para construir um teatro, para que as pessoas de nossa cidade tenham alguma diversão!

Então, eu disse ao homem:

- E que dia vai ser a estréia do teatro?

O homem respondeu:

- No sábado. Vai haver uma peça que as crianças vão fazer, sobre o dia da criança!

Logo o Sete e eu perguntamos:

- Podemos assistir a peça?

O homem respondeu:

- Podem sim, e convidem seus pais e amigos, para que todos nós assistamos a peça!

- Então está combinado. Sábado nós nos vemos aqui no novo teatro!

Nós nos despedimos daquele homem e fomos embora. Chegando em casa, nós contamos tudo para a minha mãe e convidamos todos os nossos amigos para assistir a peça no teatro.

Quando chegou o sábado, acordamos bem cedo, nos arrumamos e fomos para o teatro, que não era mais aquele galpão feio e velho. Era um lindo teatro, acho que o mais bonito de todos. Entramos no teatro, que estava com uma iluminação ótima, e assistimos a peça do dia da criança naquele teatro.

Mas o ruim é que nós não encontramos o homem que nos convidou. Tínhamos tantas coisas para perguntar para ele. Começando pelo nome, que haviamos esquecido de perguntar quando ele nos convidou.

Quando terminou a peça, fomos embora.

No outro dia, quando voltamos ao galpão para ver se encontrávamos o homem, o galpão havia voltado a ser o velho e feio galpão de sempre e não vimos mais aquele homem.

Depois, voltamos para a escola e contamos para a professora e para a turma inteira nossa incrível aventura.

Diego Alexandre

Depois de tantas peripécias e esquisitices, nunca imaginaram que Sete pudesse ficar tão pasmado e paralisado como naquele momento.

As pessoas que o conheciam não o reconheceram depois de passada tamanha confusão.

Que matando, que nada! Querem saber o que Sete viu???

Era sua mãe carregando no colo o Oito, seu irmãozinho que acabara de nascer.

Luis Claudio
 

Parecia que estavam matando alguém.

- Subi no muro para tentar ver melhor o que estava acontecendo e, de repente, senti...

- Sentiu o quê, Sete?

- Um frio percorreu todo o meu corpo. Parecia que eu estava virando um picolé. Meus pés tremiam assim como o corpo todo. Quanto mais eu olhava, menos acreditava no que estava vendo.

- E o que você via, Sete? Alguém estava sendo assassinado mesmo?

- Não. Estavam colocando um espelho na minha frente, que me deixava extremamente deformado. Parecia uma mágica. Quanto mais eu olhava, mais eu me transformava. A cor da pele, dos cabelos, a textura... tudo. A cada movimento que eu fazia ficava diferente. Então, se aproximou um bicho esquisito. Parecia uma bruxa misturada com dinossauro. Horrível. E me falou: "Já que foi tão curioso para invadir minha privacidade, minhas magias, fique sabendo que só sairá deste muro e será uma pessoa normal ou quase normal se escolher uma das características dessas imagens que o espelho está te mostrando". E foi aí, meu amigo, que escolhi este cabelo, pois sem ele eu estaria até hoje congelado no muro, feito uma estátua.

Fabio Denise

Então ele disse: "Eu encontrei uma lesma de sete metros, com sete olhos que me olhavam de uma maneira....como se ela fosse me engolir.... em cima de uma pessoa...

Ela me disse sete vezes: Você será o próximo...

Foi então que alguém me sacudiu e eu acordei. Tinha dormido na escola de novo. Você sabe, né? Depois que a minha mãe teve o oitavo filho, e eu fiz o meu oitavo aniversário, tenho passado por uma fase muito difícil, já que meu nome não tem mais a ver com os fatos da minha vida.

Ao chegar em casa, Sete conversou seriamente sobre os problemas que estavam acontecendo por causa de seu nome e eles chegaram a um acordo, no qual sua mãe prometeu ter mais 10 filhos, nos futuros 10 anos, para que, quando ele tiver 17 anos, tenha novamente o mesmo número de irmãos e de sua idade.

Sua mãe, depois de concordar com esse acordo, disse: E quando você tiver dezoito anos... ou mais?

Sete então saiu correndo de casa e nunca mais apareceu.... Disseram semana passada que viram um menino sujo com os cabelos em pé que dizia ter um nome numérico correndo pelas ruas do México. Mas, nunca se sabe, né?

Lucylene

- Ora, Sete! Você anda lendo muita história de terror...

- Eu juro pelos Sete Anões que eu vi, retrucou.

Como o moleque não parava de gritar, resolvi acompanhá-lo até o "local do crime."

Sete ia rezando as sete ave-marias. Por sete vezes fez o sinal da cruz. Comecei a pensar que a coisa era séria mesmo. Quando estávamos quase chegando, Sete deu sete passos para trás e disse:

- Não vou. Tô cum medo. Vou voltar.

- Não vai não, moleque. Agora você vai ter que ir comigo até lá, repliquei.

Por sete vezes ainda Sete tentou esquivar-se, dizendo:

- Vai ver que eu imaginei! Vamos embora! Não vale a pena. Deixa pra lá! Ando ouvindo coisas, sabe? Não está na hora do jantar? Sua mãe deve estar te procurando...

Minha paciência chegou ao final. Agarrei o Sete pelos cabelos e pulamos o muro.

Confesso que eu mesmo estava ficando com medo. Afinal, já estava ficando escuro e o Sete estava tão apavorado que pensei que íamos de fato presenciar um crime. Por sorte, eu sempre carregava uma lanterna no bolso - presente de meu avô no último Natal. Tudo ficaria mais tranqüilo quando eu ligasse a lanterna. Mas eu havia me esquecido. Minha lanterna só funcionava com sete pilhas. E eu havia me esquecido de trocá-las. A luz que veio dela foi muito fraca. Apenas o suficiente para iluminar sete pares de olhos brilhantes.

- Socorro! Pelas sete barbas de Barba Azul, acudam!, gritou o Sete, enquanto fugia correndo como se calçasse as botas de sete léguas.

Eu continuei ali parado que nem bobo, tentando ver através da escuridão. De repente, um clarão de sete lâmpadas iluminou todo o terreno. E pude ver com clareza. Os pares de olhos eram de sete palhaços vindos para alegrar a festa de aniversário do Sete. E como queriam fazer bonito, ensaiaram sete vezes a história do Barba Azul. E, na peça, Barba Azul matou sete mulheres com sete facas, por sete vezes. Foi isso que o Sete viu.

Depois do susto, fomos procurar o Sete. Por sete dias andamos em vão A mãe de Sete mandou rezar sete missas. Seus irmãos foram em sete cidades vizinhas. E até hoje o Sete não apareceu. Deve andar por aí pintando o sete. Mas se você vir um menino de cabelo em pé, pergunte o nome dele. Se ele disser que seu nome é Sete, fuja dele o mais rápido que puder. E não basta fugir só uma vez. Pra ele não te procurar nunca mais, tem que fugir sete vezes sem parar.

Rita Farias

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