UOL High School Musical Notícias

19/06/2008 - 12h51

"HSM- A Seleção": ex-participantes dão palpites sobre os vencedores do programa

THAÍS FONSECA
Da Redação
Depois de meses de confinamento e muitas aulas de dança, canto e interpretação, os ex-participantes de "High School Musical - A Seleção" Pâmela Otero e Júnior Wolt estão a todo vapor do "lado de fora". Eliminados no episódio do dia 31 de maio (última eliminação do programa), ambos continuam correndo atrás de suas carreiras e têm muitas histórias para contar sobre a Academia das Artes.

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Em entrevista, Pâmela Otero e Júnior Wolt falam sobre suas experiências no programa
EPISÓDIOS DO PROGRAMA
FOTOS DOS CLIPES
Em entrevista por telefone ao UOL Crianças, os dois amigos falaram juntos sobre a experiência do programa, as melhores apresentações e sobre as amizades que fizeram lá dentro. Também opinaram sobre os papéis do musical brasileiro e não escaparam da pergunta que não quer calar: qual dos finalistas deve ser Troy e Gabriella? A seguir, os jovens atores dão a resposta e adiantam os passos que pretendem dar na profissão.

O programa, que está na reta final, anunciará os vencedores no episódio do sábado, 21 de junho, no Disney Channel, e no domingo, dia 22, no SBT.

UOL CRIANÇAS - Como vocês resolveram participar e quais eram as expectativas ao longo dos testes?

PÂMELA - Fiquei sabendo do programa através de uma amiga da faculdade (Pâmela cursa o último ano do curso Propaganda e Marketing) e fiquei muito empolgada, porque sou atriz há bastante tempo e poderia fazer um filme no cinema, que é o meu maior sonho. Dançar para mim era tranqüilo, pois sou bailarina, mas cantar me deixava com medo porque é uma coisa nova para mim, apesar de eu estudar canto e gostar de musicais.

JÚNIOR - Eu estava na casa de um amigo e vi o comercial na TV para os testes que dizia "Você canta, dança e representa?". Isso me deixou na expectativa, porque canto a algum tempo, já participei de peças de teatro e também danço street dance. Então me inscrevi para o programa e entrei confiante. Mas achava que, mais importante que ser o Troy, era mostrar o Júnior Wolt mesmo, me mostrar para o Brasil. De cara já vi que o programa seria muito mais que uma vitrine e que seria a oportunidade para uma carreira para quem participasse.

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Pâmela no momento em que seu nome foi chamado para a Academia das Artes, onde ficariam confinados 18 finalistas
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Júnior comemora sua entrada na casa; finalistas treinaram dança, canto e atuação na casa e faziam apresentações
UOL CRIANÇAS - Quais foram as principais dificuldades que vocês enfrentaram nas audições e dentro da casa?

PÂMELA - A preocupação em apresentar um bom trabalho era minha maior dificuldade. Eu me cobro muito e sempre acho que posso fazer melhor. Porque ali na casa tudo estava bem, eu estava numa casa "daquela", fazia o dia todo as coisas que eu mais gosto, sem ter que pagar contas e tendo aulas com os melhores profissionais da área. Também me preocupava com canto, minha maior dificuldade, e aproveitava o tempo livre para batalhar nisso.

JÚNIOR - A maior dificuldade durante a seleção inteira foi a ansiedade. Até eu chegar na casa eu mal conseguia dormir. Achava que tinha talento para chegar longe, mas 18 mil pessoas é muita gente para concorrer. Dentro da casa eu consegui ficar mais tranqüilo, o que mais me pegava era cantar em inglês. Comecei a fazer aulas no ano passado, mas não sou expert ainda e 50% das minhas apresentações eram em inglês.

UOL CRIANÇAS - Houve problemas entre os participantes na casa?

PÂMELA - Nosso dia na casa era cheio de atividades. A gente acordava cedo, passava o dia estudando, cada um com sua respectiva dupla ou individualmente. Então tínhamos que cuidar do nosso trabalho e quase não havia tempo para observar o dos outros participantes. Assistíamos aos trabalhos dos outros um dia antes das apresentações e quando eu via algo legal eu pensava "nossa, está muito bom, mas deixa eu melhorar o meu".

JÚNIOR - A gente sabia na casa que era uma competição.Todo mundo concorria com todo mundo mas não era ruim porque a gente se ajudava. A gente também sabia que não era só uma questão de talento, que tinha que caber no perfil do personagem, então muita coisa não estava nas nossas mãos.


UOL CRIANÇAS - E as amizades? Quais foram os amigos mais próximos de vocês?

PÂMELA - Minha melhor amiga lá dentro foi a Bia, mas eu conversava bastante com a Paulinha, com a Carol Calheiros, com a Leka...ah, com quase todo o mundo. Com o Júnior também, começamos a nos falar na casa e hoje nos falamos quase todos os dias por telefone. Também continuo as aulas com o Ronnie, com o Joba, e encontro com muita gente da seleção.

UOL CRIANÇAS - O Júnior parecia bem próximo do Samuel? De onde veio a amizade?

JÚNIOR - Eu fazia parte de uma banda de pop rock com ele, ficamos um ano e meio tocando, mas a banda acabou. Aí cada um foi para o seu lado, embora o contato entre a gente nunca tenha acabado porque a gente se encontrava de vez em quando. Mas acabamos nos encontrando "pra valer" na seleção de "High School".

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Troy e Gabriella cantam em cena de "High School Musical 2"
QUEM DEVE SER O CASAL DO BRASIL?
CLIPES E VÍDEOS
UOL CRIANÇAS - Quais vocês diriam que foram as suas melhores apresentações? E as dos outros participantes?

PÂMELA - A apresentação que eu acho que cantei melhor foi a do dia da minha eliminação. Mas é natural, acho que fui melhorando. Das outras, eu gostei muito da Renata e do Felippe cantando "Fabulous" e adorei a Karol e o Júnior cantando "Meu Primeiro Amor".

JÚNIOR - A minha melhor apresentação acho que foi esta que a Pam falou mesmo. Cantei com a Karol e acho que ela canta muito. Ouvi pela primeira vez com a Karol e, olha que eu não sou de chorar, mas essa música tem uma magia. E dos outros acho que foi da Bia e do Samuel cantando "Alguns Sentimentos". A letra era normal, mas gostei da interpretação deles.

UOL CRIANÇAS - Quem na opinião de vocês, dos finalistas que estão na casa, deveria ficar com o papel de Troy e Gabriella?

JÚNIOR - Vai parecer puxação de saco, mas o Samuel tem tudo para ganhar. Ele canta bem, dança bem. Está aprendendo a interpretar ainda mas tem tudo para "arregaçar". Arregaçar não pode falar né? Ah, usa arrebentar então (risos). E a Renata também, eu aposto nela. Para mim, as fortes candidatas a Gabriella eram a Pâmela, a Renata e a Lenora. E a Renata crescia cada vez mais. Eu sempre comentava com o Samuel que ela se destacava muito nas apresentações.

PÂMELA - Eu sempre torci, dos meninos, para o Samuel. Eu conversava bastante com ele. Para Gabriella eu torço para a Bia. Mas a Renata também me surpreende muito.

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Samuel e Renata são fortes candidatos ao papel de Troy e Gabriella, para os entrevistados
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A apresentação de Júnior e Karol foi uma das mais marcantes do programa para Júnior e Pâmela
JÚNIOR - Pois é, ninguém dava nada por ela no começ0. Ela se transforma quando está no palco de uma maneira positiva.

PÂMELA - Parece que ela guarda as energias para a hora certa. Quando ela entra ela explode, e é linda e muito perfeccionista.

UOL CRIANÇAS - Em relação ao filme, quais as características que o Troy e a Gabriella do Brasil deveriam ter?

PÂMELA - Eu acho que a Gabriella deveria ser um pouco mais divertida e o Troy...ah, o Troy poderia ter as mesmas características. O que você acha Júnior?

JÚNIOR - Acho que o filme poderia ter características brasileiras. O Troy poderia mesmo ser um jogador de futebol, um cara boa-praça. Para mim ele poderia ter uma condição financeira mais baixa e a Gabriella ser uma patricinha. Sei lá, acho que poderia ser legal fazer uma história bonitinha em cima disso.

UOL CRIANÇAS - E em relação aos outros papéis. Vocês acham que alguém da seleção ficaria legal no papel de Sharpay e Ryan?

PÂMELA - Pesde o começo eu achei que a Paula poderia ser a Sharpay. Dos meninos, eu sempre falei para o Olavo que ele era o único que poderia ser o Troy o Ryan.

JÚNIOR - Eu concordo 100% com o que ela disse.

UOL CRIANÇAS - O que vocês acham do trabalho dos atores do "High School Musical" norte-americano?

PÂMELA - Eu gosto bastante do trabalho deles, mas o que mais gosto é o trabalho da Sharpay e do Ryan.

JÚNIOR - Como atores eu acho que esses dois mandam bem mesmo.

PÂMELA - Até porque eles não são os mocinhos. Ser a mocinha da história, na maioria das vezes, é mais fácil, porque é muito próximo da gente - você segue padrões, tenta respeitar as pessoas, como na vida real. Não que não precise ser bom ator, mas num papel como de Sharpay e Ryan há mais obstáculos.

JÚNIOR - Concordo.Do filme, também destaco o Zeke (o jogador de basquete que gosta de cozinhar). O papel é pequeno, mas é legal e o cara faz muito bem.

UOL CRIANÇAS - E em relação a cantar, dançar e interpretar? Tem alguma destas coisas que é mais importante fazer bem para atuar no filme?

PÂMELA - Para o filme, acho que é mais importante atuar, pois as músicas vão ser colocadas depois. Num estúdio, se você erra grava de novo. Mas tem mesmo que fazer tudo, não adianta ser um ótimo ator e não saber dançar. O grande lance é correr atrás dos três quesitos.

JÚNIOR - Eu penso um pouco diferente. Como é um musical, acho importante saber cantar, porque o musical vai virar show e as músicas realmente pegam, são "chicletes" no mundo todo. Dançar e atuar também, mas a prioridade, para um musical, é saber cantar.

UOL CRIANÇAS - Quais são os próximos passos de vocês na carreira?

PÂMELA - Por enquanto estou estudando. Provavelmente vão aparecer propostas para a gente. O que eu mais quero é alguma coisa em TV, teatro ou cinema, porque atuar é o que eu mais gosto e o que faço desde criança. Por enquanto a gente não pode iniciar outro trabalho pois ainda estamos sob contrato, o projeto "High School" ainda não acabou.

JÚNIOR - Meu maior foco agora é seguir na carreira de apresentador. Já canto, danço e represento e trabalhei nestas três áreas. Agora quero um programa na televisão, trabalhar com jovens, porque isso é a minha cara mesmo. Aos poucos eu também vou compondo algumas músicas, porque também tenho planos para lançar um CD com músicas pop. Mas o maior foco é ser apresentador. Eu fiz um teste legal esses dias atrás para conseguir e estou esperando as respostas. Não posso dar mais detalhes, mas se der tudo certo vai ser muito legal.

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