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13/05/2008

Equipe apresenta várias maneiras de pular corda para a garotada do Brasil

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Divulgação

Integrante do Corda de Rua faz embaixadinhas ao pular corda

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Da Redação

Quer uma idéia para se divertir com os amigos ou com a família? Chame todo mundo para pular corda. Esta é a dica da professora de educação física Ana Sato, integrante do Corda de Rua, uma equipe que se reúne para pular corda e divulgar a atividade esportiva no Brasil.
Criado no início deste ano, o Corda de Rua faz apresentações cheias de manobras em parques (entre eles Villa-Lobos e Ibirapuera, em São Paulo) e escolas do país e, além de mostrar um tipo de esporte, convida crianças, adolescentes e adultos para brincar.
No meio da brincadeira, vale tudo: brincar sozinho, em grupo, misturar danças e até embaixadinhas. Sim, até embaixadinhas. Esta foi, aliás, um das novidades que a equipe criou ao praticar a atividade no Brasil. Apesar de ser um hábito na nossa cultura (quem nunca brincou de corda na infância?), a idéia de criar o grupo e de aprender manobras foi inspirada lá fora.
Esporte
Pular corda, ou melhor, o "Rope Skipping" é considerado esporte em muitos países, entre eles EUA, Bélgica e Canadá, que tem grupos fortes participando de competições. A origem do esporte é atribuída a um jogador de futebol norte-americano, Richard Cendali, que resolveu criar um treinamento mais dinâmico para pular corda, acrescentando ritmos e coreografias. Como professor de educação física, ele chegou até a apresentar a brincadeira para seus alunos na década de 1970, nos EUA.
A invenção se espalhou pelo mundo e virou esporte em vários países, cujas equipes participam de competições (há até uma federação internacional).
Foi depois de assistir a um grupo da Bélgica se apresentar na Europa, durante uma viagem, que Ana conheceu a atividade e quis trazê-la para o Brasil. O próximo passo foi juntar os amigos e criar o Corda de Rua em São Paulo, que hoje tem 12 integrantes, para pular e criar ao mesmo tempo, como no caso da "invenção" da embaixadinha e dos movimentos de capoeira na brincadeira. Mas, para inventar, não é preciso estar no grupo. "É só usar a criatividade", diz Ana.
O grupo Corda de Rua é formado por adultos, nem todos com profissões ligadas à educação física, e não tem uma sede fixa (eles costumam treinar em parques). Por enquanto eles também não competem, mas estudam as técnicas e fazem apresentações públicas (Parques Ibirapuera e Vila-Lobos foram alguns dos lugares) e gratuitas pelo país, a fim de apresentar o esporte e atrair participantes de todas as idades. "Várias vezes famílias inteiras entraram na brincadeira", conta Ana.
Manobras
Pular corda simples é uma das atividades mais fáceis. Mas não pára por aí: há as mais complicadas como o "Frog", uma parada de mão, o "Salto Duplo", em que a corda passa duas vezes sob os pés a cada salto e "Caboose", um movimento de salto com as mãos cruzadas.
Um dos mais populares entre a garotada, segundo Ana Sato, é o salto duplo com a corda grande. Mais que pular, explica ela, há certa dificuldade em bater a corda para duas pessoas pularem e, para isso, há uma certa técnica.
Outra modalidade é o "Double Dutch", em que várias pessoas podem pular juntas. Dá até para pular mais de uma corda ao mesmo tempo, chamar pessoas para entrar no meio da brincadeira e transitar entre as cordas.
Para aprender todas elas não tem outro jeito: é preciso pular. O desempenho vai de cada um, de acordo com os hábitos esportivos, mas todo mundo, diz Ana, é capaz de aprender. Para isto, não é preciso muito. "Apenas uma corda na mão e um bom tênis no pé", recomenda.
Visite o site: www.cordaderua.org
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