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01/08/2012 - 07h00

Eslovênia, EUA, Argentina, Coreia do Sul: garotada diz como é viver em outro país

Celina Cardoso
Do UOL, em São Paulo

  • Carol é brasileira, mas mora nos EUA

    Carol é brasileira, mas mora nos EUA

O mundo é grande e cheio diferenças que fazem dele um lugar bastante divertido. É por isso que as pessoas gostam de viajar. Mas como será morar em outra parte do planeta?

O UOL Crianças conversou com crianças brasileiras que vivem ou viveram em outros países, e com estrangeiros que moram aqui no Brasil. Eles contaram o que é legal em morar em um lugar diferente e do que sentem saudades em seus países de origem. Leia abaixo e saiba o que eles disseram!

Cabo Verde e Argentina
O Guilherme de Figueiredo Melo  é brasileiro, tem seis anos, já morou em Cabo Verde (um país que fala português e fica na África) e hoje mora na cidade de Mendoza, na Argentina.

Guilherme

  • Arquivo pessoal

    O brasileirinho tem 6 anos e mora na Argentina

Para ele a maior diferença entre viver no Brasil e na Argentina é a língua. “Meus amigos dizem que eu não sou brasileiro porque eu sempre falo com eles em espanhol”, conta Guilherme.

Lá em Mendoza, ele gosta de brincar no parque e nas praças. Quando estava em Cabo Verde, gostava do círculo que as casas do condomínio onde ele vivia formavam. No meio, tinha um parquinho que ele adorava brincar.

Quando o Guilherme se mudou, ele achou um pouco estranho ter de deixar seus gatos de estimação na casa de uma tia até a família encontrar uma casa na Argentina. 

Ele conta que sente falta dos avós, tias, primos e amigos que moram no Brasil e dos amigos que deixou em Cabo Verde.

Crianças contam como é viver em outro país
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Nova York (EUA)
“No Brasil é calor o ano inteiro e isso é bom porque eu posso tomar mais sorvete. Aqui nos Estados Unidos tem neve e é legal porque eu posso esquiar e brincar nela”, conta a Carol Lima, uma brasileirinha de cinco anos que mora em Nova York.

Carol

  • Arquivo pessoal

    A Carol tem 5 anos e mora nos EUA

Ela disse que a língua foi o que achou mais diferente quando se mudou. “Os desenhos que eu gostava no Brasil eram todos em inglês. No começo eu não entendia, mas agora eu entendo tudo”, diz a menina.

 

Alguns amigos da escola da Carol também falam outras línguas e a garotada de lá gosta de brincar de traduzir as palavras. Eles também perguntam como é o Brasil e pedem para ela ensinar palavras em português para eles.

A Carol gosta da escola, principalmente às quintas-feiras porque a aula é na biblioteca. Ela sabe ler e escrever em inglês, e falar em português. “Minha mãe vai me colocar em uma escola brasileira para eu aprender a ler e escrever em português também”, conta Carol.

Ela disse que sente saudades da família, principalmente avós e primos, que ficaram no Brasil.

Texas (EUA)
Os irmãos Clara e Pedro Sperling têm nove e 12 anos. Eles são brasileiros, mas se mudaram bem pequenos para o Texas, nos Estados Unidos. Hoje eles moram no Brasil e contam que as maiores diferenças daqui para lá são a poluição e o trânsito brasileiros.

Pedro e Clara

  • Arquivo pessoal

    Os irmãos moraram nos EUA

“Quando eu mudei para os Estados Unidos, achei a paisagem e as pessoas bem diferentes. Quando voltei para o Brasil, achei barulhento”, diz Pedro. Já Clara achou que aqui tem poucas árvores.

 

Ela conta que sente falta de poder andar de bicicleta na rua e o Pedro, dos amigos que ficaram nos Estados Unidos.

“Muitos alunos da minha escola no Texas eram estrangeiros, só falávamos inglês e a professora tinha outro jeito de ensinar”, disse Pedro. Ele e a Clara contaram que quando eles falavam que eram brasileiros, os amigos da escola achavam legal e pediam para eles ensinarem algumas palavras em português.

“Quando eu falo que morei em outro país, meus amigos brasileiros dizem que deve ser bem legal viver em outro lugar”, conta Clara. Já os amigos do Pedro querem saber onde ele morava e como era lá.

Eles já fizeram muitos amigos desde que voltaram e dizem que foi bom voltar porque agora estão mais perto da família.

Eslovênia
A Cecília Varón Spinelli tem cinco anos e também é brasileira. Ela mora em Liubliana, capital da Eslovênia, que fica na Europa. A menina estuda em uma escola francesa e conta que chorou no início, mas depois ficou bem.

Cecília

  • Arquivo pessoal

    A Cecília é brasileira e mora na Eslovênia

“Quando eu disse que era brasileira na minha escola, a professora pediu para eu cantar uma música. Eu cantei “A barata diz que tem” e ela adorou! Alguns colegas disseram que não entenderam nada, mas alguns entenderam um pouquinho porque o francês tem palavras parecidas com o português como marron, rose, abajour e garçon”, conta Cecília. 

 

Para ela tudo era diferente quando se mudou. A Cecília disse que o frio na Eslovênia é diferente porque lá tem neve, que ela acha muito legal.

Ela diz que sente saudades do vovô Nelson, que mora em Salvador, da casa em que ela morou em Brasília e dos amigos que deixou em São Paulo, como o Gil.

Coreia do Sul
Os irmãos Junho e Junyoung Choi têm 10 e oito anos. Eles são sul-coreanos, moram no Brasil.

Junho e Junyoung

  • Arquivo pessoal

    Os irmãos sul-coreanos moram no Brasil

“Quando eu digo que sou coreano os colegas da minha escola perguntam como é lá e se eu gosto daqui”, conta Junho, que está no 5º ano. Já Junyoung está no 3º, e diz que, além de perguntar como é a Coreia do Sul, os amigos querem saber como é a comida de lá e onde ele nasceu.

 

Junyoung conta que a escola na Coreia do Sul é maior do que a daqui do Brasil. Ele diz que sente falta dos amigos que deixou lá, mas gosta dos colegas brasileiros da mesma forma. “Na Coreia eu gosto muito da comida e aqui no Brasil, eu gosto dos amigos”, diz o menino.

 

Para ele, as brincadeiras daqui não são nada parecidas com as da Coreia do Sul. Já o irmão Junho, achou a comida brasileira bem diferente. “Meu peso mudou. Lá eu pesava 35 kg, agora eu peso 40”, contou aos risos. 

Ele disse que na Coreia do Sul as aulas acabam logo depois do almoço. Mas aqui, elas acabam muito tarde e tem menos alunos na turma.
 

 

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