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20/08/2010 - 20h06 / Atualizada 31/08/2010 - 17h23

Turma da Mônica quer salvar natureza em nova peça; leia entrevista com Mauricio de Sousa

DENISE DE ALMEIDA
Colaboração para o UOL Crianças

  • Um  Plano Para Salvar o Planeta é a nova peça da Turma da Mônica, que dá dicas de como cuidar do Planeta Terra

    "Um Plano Para Salvar o Planeta" é a nova peça da Turma da Mônica, que dá dicas de como cuidar do Planeta Terra

Será que existe alguma solução para salvar a natureza de tanta poluição e desperdício que o homem provoca? Isso é o que Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali, Franjinha, Dorinha e Chico Bento querem descobrir no espetáculo "Um Plano Para Salvar o Planeta", que estreia em 1 de setembro em São Paulo (SP), no Teatro Santo Agostinho.

A história toda começa quando Franjinha inventa uma fórmula capaz de limpar e perfumar tudo que está sujo. Para testar se o experimento funciona, ninguém melhor para ser cobaia do que o Cascão. E não é que ele fica mesmo limpinho e cheiroso?

Mas toda vez que os amigos se metem no laboratório do Franjinha para xeretar criam uma grande confusão. E dessa vez não é diferente. O resultado é que o efeito da "poção da limpeza" dura pouco tempo e, quando passa, a sujeira volta em dobro. Por isso, logo o Cascão aparece bem mais sujo do que estava antes.

Então, a Turma da Mônica procura um novo jeito para limpar o planeta Terra, porque a poluição já chegou até na roça onde mora o Chico Bento e o ribeirão em que o caipira pesca. É aí que eles aprendem a importante lição dos "3 Erres", ou como diz o Cebolinha, "3 Eles".

Você sabe o que os "3 R" significam? Reduzir: ou seja, diminuir o uso de sacola plástica e o desperdício de água, por exemplo, e não as coelhadas que a Mônica distribui, como queria o Cebolinha. Reutilizar: que pode ser com o uso de sucata para fazer brinquedos ou desenhar nos dois lados de uma folha de papel. Reciclar: separar o lixo que pode se transformar em outra coisa, como papel, plástico, metal e vidro.

Depois de aprender essa lição, os amiguinhos descobrem que se colocarem tudo isso em prática eles podem ajudar bastante a preservar a natureza. A garota Ana Maria Assed, de 7 anos, assistiu ao espetáculo e aproveitou para ajudar o UOL Crianças na hora de entrevistar Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica, e o filho dele Mauro, que criou a peça.

  • Ana Maria, 7 anos, tira foto com Mauricio de Sousa depois de bater um papo ecológico com ele e ganhar autógrafo

UOL CRIANÇAS – Maurício, o que você faz para salvar o planeta?
MAURÍCIO DE SOUSA - Eu tento evitar sacola plástica, evito tomar banho demorado. Eu tenho uma chácara e eu falo: não derrubem árvore, plantem mais árvore! Plantem, plantem, plantem! Vamos espalhar mais verde, porque daí tem mais passarinho, tem mais bichinho, tem mais inseto, tem mais abelha. E daí o ciclo todo de vida fica completo e tudo isso nos ajuda a viver melhor. A gente vai fazendo a nossa parte. vendo uma peça como essa daí você aprende mais algumas coisas que poderia fazer.

Tem coisas que não dá pra gente fazer direto. Depende dos políticos - o pessoal que manda nas cidades, no estado, no país - fazerem leis para não derrubarem árvores, como a Lei do Desmatamento. Então você tem que ver também em quem vai votar pra ver se ele tem também esse pensamento, se ele vai ter esse cuidado. Quando não dá pra gente fazer, nós temos que passar um pouquinho da responsabilidade, ver o que os outros podem fazer para nos ajudarmos todos.

UOL CRIANÇAS – Quando surgiu a ideia da Turma da Mônica falar sobre preservação?
MAURÍCIO – Desde que eu era caipira! No interior, eu gostava de pisar no chão, andar pelo mato, subir nas árvores, comer fruta no pé... Eu sou Chico Bento. Para o pessoal do interior é uma coisa natural [a preservação]. Então quando a gente vê a pessoa poluindo, estragando pedaço de terra, jogando lixo de qualquer maneira e tudo o mais, a gente sente na pele isso.  Desde o começo, desde antes dessas grandes campanhas, há quase 50 anos, o Chico Bento já era ecológico. Essa é uma mensagem às vezes indireta, escondidinha nas histórias, mas a gente põe sempre que pode.

Quando há a possibilidade de fazer uma peça como essa, dirigida às escolas, educadores, a gente reforça a mensagem, a comunicação soma à informação e fica mais marcado. Porque daí é mais fácil a criança ser orientada pelos professores e ela vai ser melhor informada também.

Está havendo cada vez mais, principalmente na criançada, uma conscientização. As crianças que tem mais ou menos a idade dela (Ana Maria) eu penso que vão crescer meio vigilantes da natureza. E é uma coisa natural. Meus filhos fizeram isso, meu filho caçula vive falando disso. Então estamos em um bom caminho, mas não podemos esquecer, não podemos baixar guarda, não podemos permitir que o pessoal continue a fazer o que ainda está fazendo, que é envenenar o planeta. E o veneno passa para nós também.

UOL CRIANÇAS - Como você teve a ideia de fazer essa peça?
MAURÍCIO – Ele lia gibi! (risos)
MAURO DE SOUSA - Primeiro, eu lia gibi. Depois eu comecei a reparar que havia algumas pessoas que jogavam papel na rua, deixavam a luz acessa quando não tinha ninguém no quarto ou gastava água à toa. Ia tomar banho e deixava a água escorrendo, sem se preocupar. Então esses problemas começaram a surgir e a gente teve ideia de mostrar para as crianças, para ver se elas conseguiam se conscientizar desses problemas para tentar salvar o planeta.

Repórter mirim
Além de ser fã do Mauricio de Sousa, a Ana Maria gosta de preservar a natureza desde cedo. Já aos quatro anos ela dava bronca na mãe quando a via desperdiçando água: "Você vai acabar com a água da Amazônia!", alertava. Alguns anos mais tarde, ela foi falar com o zelador do prédio onde a família morava para pedir que tivesse coleta seletiva no condomínio.

O que ela achou da peça? "Muito legal, eu gostei muito. Ajuda a gente a aprender o que tem fazer para ajudar a natureza. É importante assistir porque ajuda crianças como eu e muitas outras a aprenderem que tem que ajudar o planeta, porque senão ele vai ficar sujo e os animais, as plantas, tudo vai acabar".

E que tal a experiência de entrevistar o Maurício de Sousa? "Achei muito legal, ele perguntou o que eu achei da peça, me contou o que ele faz pra ajudar a natureza e me deu autógrafo", conta a garota cheia de sorrisos.
 


"Um Plano Para Salvar o Planeta"
Quando: 1 de setembro a 22 de outubro, somente às quartas e quintas, às 10h e às 15h
Onde: Teatro Santo Agostinho (R. Apeninos, 118, Vergueiro, São Paulo-SP; tel 11 3209-4858; SITE)
Quanto: R$ 60 e R$ 30 (meia); Promoção para escolas e grupos: R$25 (escolas particulares) e R$ 20 (escolas públicas)

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