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Teatro ou mágica?

Depois que o Sete me contou tudo, nós fomos lá conferir o que realmente havia acontecido.
Chegando lá, o Sete me mostrou o local em que ele dizia ter visto alguém matando uma pessoa e disse:
- Lá está, foi ali... naquele lugar... que eu vi alguém tentando matar uma pessoa!
Chegamos mais perto e vimos algumas pegadas no chão. Não era de bicho. Era de gente mesmo. Seguimos as pegadas para ver até onde elas iriam nos levar. Depois de horas e horas andando, achamos um velho galpão abandonado no meio do mato. Era assustador.
O Sete logo me disse:
- Vamos embora já é tarde e estou com muito medo, mas também estou muito curioso para saber o que há dentro daquele galpão.
Então, eu encorajei o meu amigo Sete para entarmos no galpão. Chegando perto da porta, ela de repente se abriu, sem mais nem menos.
Sete e eu estávamos morrendo de medo, mas a curiosidade era muito maior. Entramos no galpão. Estava muito escuro, mas a sorte era que o Sete levava com ele uma lanterna.
Lá bem longe, numa sala dentro do galpão, vimos uma luz e fomos seguindo-a. Era uma sala enorme. Parecia um teatro, com palco e tudo mais.
De repente, apareceu um homem muito bem-vestido que nos disse:
- O que fazem por aqui, crianças?
O Sete respondeu:
- Nós estávamos investigando umas pegadas, porque eu vi uma pessoa tentando matar alguém, e as pegadas dessas pessoas nos trouxeram até aqui!
O homem respondeu, rindo:
- Não, garotos. Houve um grande engano. Aquelas duas pessoas são artistas e não estavam brigando. O que acontece é que estamos reformando este galpão velho para construir um teatro, para que as pessoas de nossa cidade tenham alguma diversão!
Então, eu disse ao homem:
- E que dia vai ser a estréia do teatro?
O homem respondeu:
- No sábado. Vai haver uma peça que as crianças vão fazer, sobre o dia da criança!
Logo o Sete e eu perguntamos:
- Podemos assistir a peça?
O homem respondeu:
- Podem sim, e convidem seus pais e amigos, para que todos nós assistamos a peça!
- Então está combinado. Sábado nós nos vemos aqui no novo teatro!
Nós nos despedimos daquele homem e fomos embora. Chegando em casa, nós contamos tudo para a minha mãe e convidamos todos os nossos amigos para assistir a peça no teatro.
Quando chegou o sábado, acordamos bem cedo, nos arrumamos e fomos para o teatro, que não era mais aquele galpão feio e velho. Era um lindo teatro, acho que o mais bonito de todos. Entramos no teatro, que estava com uma iluminação ótima, e assistimos a peça do dia da criança naquele teatro.
Mas o ruim é que nós não encontramos o homem que nos convidou. Tínhamos tantas coisas para perguntar para ele. Começando pelo nome, que haviamos esquecido de perguntar quando ele nos convidou.
Quando terminou a peça, fomos embora.
No outro dia, quando voltamos ao galpão para ver se encontrávamos o homem, o galpão havia voltado a ser o velho e feio galpão de sempre e não vimos mais aquele homem.
Depois, voltamos para a escola e contamos para a professora e para a turma inteira nossa incrível aventura.
Diego Alexandre
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