O elenco do filme brasileiro ainda não foi escolhido, mas Troy, Gabriella e a turma do East High têm circulado por festas em várias cidades do país. Não, não se trata de clones de Zac Efron, Vanessa Hudgens e dos outros atores do musical norte-americano, mas de integrantes de bandas cover que têm as músicas de "High School Musical" na ponta da língua e na ponta do pé.
Contratados para eventos, principalmente para festas de aniversários infantis, os dançarinos têm sido procurados para shows, com cachês que variam entre mil e 2 mil reais para cada espetáculo, com cerca de uma hora de duração.
Procurados por UOL Crianças, os produtores das bandas cover paulistas "High School Musical Cover", "HSM São Paulo" e "Wildcats HSM Cover" falaram sobre o bom momento que têm encontrado para realizar shows, as músicas preferidas da garotada e, ainda, sobre o difícil trabalho de realizar audições para os dançarinos, a exemplo do que acontece no programa "HSM - A Seleção", exibido no Disney Channel e no SBT.
A procura por "HSM"Tudo começou com uma banda cover do RBD que, de repente, começou a ultrapassar o período de validade. É o que conta o produtor de "HSM SP", Diógenes Yrwing, que percebeu a procura por "High School Musical" pelas crianças e pais após o lançamento do primeiro filme. "Até os que, até então, eram fãs de RBD, começaram a perguntar sobre o musical da Disney", disse.
O próximo passo seria organizar uma audição para selecionar o elenco da banda que, afirmou Diógenes, chegou a ter cerca de 150 pessoas inscritas. "Meu trabalho foi parecido com o dos jurados de 'A Seleção', mas para escolher os seis personagens principais", brincou, referindo-se ao programa de TV.
Uma audição também foi a alternativa para "HSM Cover", criada pela produtora e integrante Eliane Denine (ela é a Taylor do grupo), que procurou candidatos em academias de ginásticas e cursos de teatro, após desmanchar sua banda cover do RBD. Convencida em formar o grupo, ela teve que superar um grande obstáculo: encontrar um Troy brasileiro. "Foi difícil encontrar o biotipo e a capacidade de dançar e de dublar reunidas em uma pessoa", afirmou.
Já a produtora Ana Maria da Silva, dos "Wildcats", disse que não houve audição, mas confirmou que a procura por "HSM" era perceptível logo após o primeiro filme, lançado em 2006, o que foi suficiente para que amigos se organizassem para participar da banda.
Passados os meses (as três bandas já completaram um ano de vida), entre incansáveis sessões para pegar os passos das coreografias, as bandas se disseram satisfeitas com o número de shows semanais: cerca de quatro por semana sendo que, em alguns casos, mais de um espetáculo é realizado por dia.
Embora São Paulo e Rio de Janeiro sejam os estados em que há mais procura (sobretudo no primeiro, na capital e no interior), Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso e Minas Gerais também têm mostrado interesse e procurado covers da turma do East High.
Para manter as coreografias em dia para a garotada, os dançarinos têm, no mínimo, três ensaios por semana e, no caso de "HSM SP", de assistir ao filme com frequência. "Para não perder a 'essência' do personagem", disse Diógenes.
Atrações dos shows"A música 'We´re All in This Togheter' não pode faltar. Virou um hino do 'High Shcool Musical'", contou Eliane, sobre as atrações mais aplaudidas dos shows. Os demais concordaram: a música, cantada no final do primeiro filme, é uma das mais esperadas. As canções "Start of Something New" e "What Time is It?" também foram mencionadas como sucesso de aplausos.
Já entre os seis personagens principais (Troy, Gabriella, Ryan, Sharpay, Chad e Taylor), que estão representados nos grupos, os destaques, como era de se esperar, são os "mocinhos" Troy e Gabriella e a "vilã" Sharpay. Mas não só, como afirma Eliane. "Chad tem chamado atenção por causa da cabeleira. As crianças sempre pedem para puxar o cabelo do dançarino para ver se é de verdade", contou.
Na carona do sucesso do musical norte-americano, as bandas ainda têm tempo para aproveitar a onda, ainda mais com o
terceiro filme a caminho. "Pretendemos pegar as coreografias antes da estréia no Brasil", disse Eliane. Afinal, com fãs exigentes e bastante desenvoltos na internet, a tarefa de se manterem atualizadas não é nada fácil.